domingo, 7 de novembro de 2010

Casamento, Separação e Promessas Ruins

Amigos, neste final de semana eu assisti a um casamento!
Na Igreja Católica, com direito a festa no final. Festa muito boa, por sinal.
Tudo muito bonito e, como sempre acontece nessas ocasiões, não posso deixar de pensar na história da minha vida.
Nada demais, pois já estou no segundo casamento, sendo que o meu primeiro casamento também foi "na igreja".
Lá em cima, no altar (quem casou sabe como é), assinamos um contrato e fazemos uma promessa para Deus, para a minha Família e, principalmente, para nós mesmos... ficar juntos "até que a Morte nos Separe".
Acho que essa parte é a mais complicada de todo esse contrato. Até que a Morte nos Separe, dependendo da nossa idade, é muuuuuuito tempo...
Depois de alguns anos (quem já separou sabe como é), percebemos que tem algo errado, que nossos desejos não são lá tão iguais, que não estamos caminhando para o mesmo lado, etc.
O que fazer nessa hora?

  1. Continuar casado e fazer de conta que está tudo bem, mesmo que os desejos e atividades continuem nós afastando da nossa "cara-metade"?
  2. Um dos dois desiste dos seus objetivos, em favor do outro, pela "Harmonia Familiar"?
  3. Jogar a toalha, separar e partir para outras possibilidades?

Se você escolheu a opção número 3, então você faz parte de um grupo cada vez maior de pessoas, no qual eu também me incluo.
As opções 1 e 2 vem sendo, a cada ano que passa, mais difíceis de ser escolhidas, principalmente, porque o fator religioso vem perdendo força, além da percepção das pessoas de que, o que realmente importa, é a felicidade delas mesmo.

Mas o grande ponto que eu quero demonstrar é: pôxa, lá naquela vez, em frente ao altar, eu jurei, prá mim mesmo, que eu faria de tudo para que aquela união desse certo. Temos depois, antes de separar, eu me perguntava se estava me esquecendo de fazer alguma coisa. Depois, separado, não deixo de me lembrar daquela promessa que fiz, prá mim mesmo, de fazer a coisa dar certo.

A pior coisa que tem é você fazer uma promessa para você mesmo e depois descobrir que não será capaz de cumpri-la. Fiquei deprê alguns meses.

A cura eu encontrei fazendo terapia. Outros se curam de outras formas, como bebendo até morrer, portanto, acho que escolhi bem... saí dessa fase uma outra pessoa, bem melhor que aquela que começou.

A promessa que fiz? faz parte de uma lista de promessas ruins, daquelas que fazemos sem pesar todas as consequências. Hoje, sou bem mais cuidadoso na hora de prometer alguma coisa.

E a promessa que fiz para Deus? Não sei explicar se foi difícil, nem fácil. Deus está em tudo e em mim também. Mas eu penso que Deus quer, prá mim, é a minha Felicidade, certo? então, prá que manter uma promessa que estava me deixando triste? hein? hein?

Quanto à promessa que fiz para a minha Familia, eu continuo acreditando que a minha Família deseja, prá mim, que eu seja Feliz também, então acredito que tenho o apoio deles na decisão que tomei.

E a minha decisão foi muito Feliz pois, separado, encontrei a Princesa. Essa sim, alguém que possui desejos e objetivos em comum comigo. Para ela, fiz outra promessa: "Ama-la e Respeita-la, Todos os Dias de Minha Vida."
Qual é a diferença, desta vez?
Quem fez a promessa foi alguém bem mais experiente que aquela lá de trás.
Eu mesmo, versão 2.0!


Abraços a todos!

Um comentário:

  1. ... é amigo, eu participei de tudo isso com você, mais até do que deveria, é o penso hoje... assinei embaixo de sua promessa no altar, como madrinha dessa cerimônia religiosa... atrapalhei uma promessa de amizade eterna (será?)... fiquei entre aqui e ali, vendo tudo de todo lado e tentando de tudo pra fazer qualquer coisa dar certo (hã? rsss)... mas quer saber... o que vale mais pra mim é a promessa que fazemos cada dia ao acordar: SER FELIZ É O QUE IMPORTA!!!! beijão pra vc...

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