segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Nynarte: Texto de William Shakespeare

Nynarte: Texto: "Quero compartilhar um belo texto de Willian Shakespeare que adoro (desde a adolescência). Há muitas verdades nele... Depois de algum tem..."

Adorei este texto e recomendo a leitura!

domingo, 14 de novembro de 2010

Control-C, Control-V (ou, na História da Humanidade nada se cria, tudo se copia...)

Nesta semana, pensei nesse assunto:

Quanto, daquilo que fazemos ou dizemos é fruto de nossa própria Originalidade?
Quanto, de tudo o que escolhemos, as decisões que tomamos, não passa de uma repetição de algo que vimos ou lemos em algum lugar?
Explicando: você já parou para pensar em quantas ações que você já realizou foram motivadas por alguma coisa realmente original, de sua autoria?

Imagine isso:
O rapaz vai "prá balada", encontra uma "mina" e "chega junto", chama ela para conversar e diz uma ou duas frases, pra "ver se cola"...
Além das expressões entre aspas (que ele poderá utilizar, ou não, dependendo do seu grau de escolaridade e entendimento da língua portuguesa), muito provavelmente, as tais uma ou duas frases que ele usará para "ganhar a garota", serão frases que ele ouviu de alguém, em algum filme, ou na vida real, que te agradou o suficiente para ficarem gravadas na sua memória (ou saiu das páginas de algum livro que ele leu).

Não posso dizer que isso seja ruim. A História da Humanidade mostra que aprendemos através do exemplo e experiência daqueles que já viveram antes de nós, certo?

Quando crianças, a primeira fonte de aprendizado que temos são nossos Pais, se não somos o primogênito, então podemos nos espelhar no irmão mais velho, por exemplo (o coitado já sofreu bastante, porque não ver como ele está fazendo e sofrer menos, hein?).

Antes de inventarmos a linguagem, era assim que o conhecimento era transferido.

Depois, quando começamos a desenhar nas paredes de nossas cavernas (era coisa de adulto, hein?), o conhecimento passou a ser registrado em outro local mais confiável (?) e duradouro que a Memória Humana. O grande problema era a "Mobilidade do Conhecimento" e acredito que foi por isso que apareceu um cara mais esperto e inventou o papel (ou a escrita em couro de boi, não me lembro a ordem certa, agora).

Mesmo assim, o acesso ao conhecimento ainda era difícil e praticamente restrito, principalmente porque algumas pessoas (desde sempre!) perceberam que o conhecimento era uma arma poderosíssima! A Igreja Católica manteve a Europa numa fase de extrema Ignorância durante séculos! Mas essa prerrogativa de "manter o povo na ignorância" não é direito só da Igreja Católica, ok?

Quando Gutenberg apareceu com a prensa de tipos móveis e surgiu uma forma mais eficiente de copiar os documentos que não fosse a manuscrita, foi o Começo do Fim do Emprego dos Escribras e também foi o Início da Democracia do Conhecimento. Livros! Livros! Livros! Livros!

Documentos e Livros, que antes eram trabalhosamente copiados à mão, na razão de poucas unidades, passaram a ser reproduzidos às Centenas, depois Milhares de cópias!

E com isso, com o conhecimento sendo distribuído de forma maciça, era uma questão de tempo (pouquíssimo, do ponto de vista da Evolução da Humanidade) até vermos as pessoas reproduzindo as frases e feitos (agora, bem difundidos), uns dos outros, como se fosse suas mesmos!

É claro que temos as aspas, para avisar que aquela frase não é nossa, mas não dá prá percebe-las quando estamos falando, certo? E as vezes dizemos as coisas, digamos, não exatamente do mesmo jeito que havíamos lido, então acabamos por nos tornar o Dono da Frase...

Falando por mim, me considero um Grande Copiador. Quando criança, adquiri o hábito da leitura, como uma forma de lidar com a minha timidez (acreditem, eu era Muito Timido!). Lia livros, revistas, enciclopédias, histórias em quadrinhos, jornais, tudo que caia na minha mão. Isso me ajudou bastante, no processo de formação da minha personalidade. Depois vieram os filmes, com o mesmo resultado (alguém já disse que Filmes são as palavras transformadas em Imagens? Não? Tem Certeza? Então, essa frase fica sendo minha, até que alguém apareça...)

Graças a Deus, absorvi (e ainda absorvo) grande parte daquilo que li ou vi. Tenho certeza que essa característica não é só minha, está gravada no DNA de cada pessoa no Mundo. As mensagens deixadas pelos autores, através de seus personagens, ficaram gravadas na minha memória e, de vez em quando, alguma delas "escapa" e sai pela minha boca, como se fosse minha. "Quer conhecer alguém, de verdade, saber como ela pensa? Leia os Livros que ela Leu!"...

Lembro de uma vez, décadas atrás, solteiríssimo e ainda um pouco tímido, numa dessas "baladas de fim de semana", conversando com uma garota ligeiramente mais velha que eu (na época eu tinha menos de 20 anos ela beirava os 25), não me lembro do que falávamos na hora exata em que tasquei a frase "tomo duas doses e saio voando", não é que deu certo? Não teve nada de sexo, somente altos papos e alguns beijinhos, mas foi muito bom, prá época. Se alguém viu o Filme Batman (aquele primeiro, com o Michael Keaton), vai encontrar essa cena lá: Kim Basinger e Michael Keaton, numa das poucas cenas românticas do filme.

E o que dizer dos livros que li, todos eles? Tudo que aprendi, se não foi por ali, foi com meus professores e as outras pessoas que passaram pela minha vida. A todos vocês, minha eterna Gratidão!

Profissionalmente, posso afirmar, tudo que sei foi porque, estando diante de um problema, pesquisei, perguntei, achei alguma coisa, em algum livro, ou com alguém que sabia; aí, peguei essa informação, trabalhei, testei, criei alguma coisa para suprir uma necessidade daquele momento e, voilá, lá estava a minha criação! Original? não dá prá ter certeza, dá?

Agora, pare e pense:

Se você não gosta de ler e/ou não assiste a (bons) filmes, quais tem sido as suas Fontes de Referência, na construção da sua Personalidade, no suporte às Tomadas de Decisões para a sua vida?

Tome cuidado com os Exemplos que Você está Seguindo, pois os Resultados do que Você fizer serão de sua inteira Responsabilidade...

Viva em Paz, ok?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Deus?! eu acredito! porque não?

Meus amigos, muitos se perguntam se Deus Existe ou se é uma Invenção Humana.
Eu não quero obrigar ninguém a acreditar nem o contrário, ok?
Mas eu sinto pena das pessoas que tem essa dúvida
Mas o que vocês tem abaixo são os pensamentos que normalmente bate na minha cabeça.

Eu acredito que Deus Existe sim e também que Ele é uma Invenção Humana também.
É uma invenção Humana, porque Deus é algo abstrato, apenas imaginado e sentido, mas nunca visto (do ponto de vista físico, com forma e tamanho, já que, em tese, Deus é Tudo, Deus está em Tudo).
Meus amigos, acreditar em Deus é um Estado de Espírito. Por isso Deus Existe.
Acreditar em Deus é acreditar que existe um propósito em nossa vida, que não surgimos do caos e que para o caos voltaremos.
É acreditar que não somos obra do acaso, que estamos aqui para fazer alguma coisa que nos permita evoluir para planos superiores.
Eu trato a minha vida como algo que deve ser utilizado para levar Felicidade às pessoas que estão à minha volta. Se consigo fazer isso o tempo todo é outra História, mas o importante é que me esforço para conseguir.
Eu procuro fazer coisas que me tragam satisfação pessoal, seja fazendo algo por alguém, ou para mim mesmo.
Pensando nesse propósito maior, é que procuro evitar, ao máximo, fazer coisas que possam prejudicar os outros (mais um desafio e tanto e nada fácil).
Procuro me concentrar na minha Família, pois ela é meu Suporte, meu Porto Seguro. Se eu conseguir trazer Felicidade para dentro da minha Família, já me considero realizado. Já pensou se todos se concentrassem nesse objetivo: levar Felicidade para, pelo menos, dentro da própria Famila?
Teríamos um mundo bem melhor, concordam? hein? hein?

domingo, 7 de novembro de 2010

Casamento, Separação e Promessas Ruins

Amigos, neste final de semana eu assisti a um casamento!
Na Igreja Católica, com direito a festa no final. Festa muito boa, por sinal.
Tudo muito bonito e, como sempre acontece nessas ocasiões, não posso deixar de pensar na história da minha vida.
Nada demais, pois já estou no segundo casamento, sendo que o meu primeiro casamento também foi "na igreja".
Lá em cima, no altar (quem casou sabe como é), assinamos um contrato e fazemos uma promessa para Deus, para a minha Família e, principalmente, para nós mesmos... ficar juntos "até que a Morte nos Separe".
Acho que essa parte é a mais complicada de todo esse contrato. Até que a Morte nos Separe, dependendo da nossa idade, é muuuuuuito tempo...
Depois de alguns anos (quem já separou sabe como é), percebemos que tem algo errado, que nossos desejos não são lá tão iguais, que não estamos caminhando para o mesmo lado, etc.
O que fazer nessa hora?

  1. Continuar casado e fazer de conta que está tudo bem, mesmo que os desejos e atividades continuem nós afastando da nossa "cara-metade"?
  2. Um dos dois desiste dos seus objetivos, em favor do outro, pela "Harmonia Familiar"?
  3. Jogar a toalha, separar e partir para outras possibilidades?

Se você escolheu a opção número 3, então você faz parte de um grupo cada vez maior de pessoas, no qual eu também me incluo.
As opções 1 e 2 vem sendo, a cada ano que passa, mais difíceis de ser escolhidas, principalmente, porque o fator religioso vem perdendo força, além da percepção das pessoas de que, o que realmente importa, é a felicidade delas mesmo.

Mas o grande ponto que eu quero demonstrar é: pôxa, lá naquela vez, em frente ao altar, eu jurei, prá mim mesmo, que eu faria de tudo para que aquela união desse certo. Temos depois, antes de separar, eu me perguntava se estava me esquecendo de fazer alguma coisa. Depois, separado, não deixo de me lembrar daquela promessa que fiz, prá mim mesmo, de fazer a coisa dar certo.

A pior coisa que tem é você fazer uma promessa para você mesmo e depois descobrir que não será capaz de cumpri-la. Fiquei deprê alguns meses.

A cura eu encontrei fazendo terapia. Outros se curam de outras formas, como bebendo até morrer, portanto, acho que escolhi bem... saí dessa fase uma outra pessoa, bem melhor que aquela que começou.

A promessa que fiz? faz parte de uma lista de promessas ruins, daquelas que fazemos sem pesar todas as consequências. Hoje, sou bem mais cuidadoso na hora de prometer alguma coisa.

E a promessa que fiz para Deus? Não sei explicar se foi difícil, nem fácil. Deus está em tudo e em mim também. Mas eu penso que Deus quer, prá mim, é a minha Felicidade, certo? então, prá que manter uma promessa que estava me deixando triste? hein? hein?

Quanto à promessa que fiz para a minha Familia, eu continuo acreditando que a minha Família deseja, prá mim, que eu seja Feliz também, então acredito que tenho o apoio deles na decisão que tomei.

E a minha decisão foi muito Feliz pois, separado, encontrei a Princesa. Essa sim, alguém que possui desejos e objetivos em comum comigo. Para ela, fiz outra promessa: "Ama-la e Respeita-la, Todos os Dias de Minha Vida."
Qual é a diferença, desta vez?
Quem fez a promessa foi alguém bem mais experiente que aquela lá de trás.
Eu mesmo, versão 2.0!


Abraços a todos!